terça-feira, abril 05, 2011

Pois quando rima, me fascina!

quinta-feira, março 31, 2011

Vício Infame


Queria eu inebriar você

Como a doce taça me inebria agora

Queria eu saborear você

Como o vinho doce que saboreio agora

Poderia não perder você?

Não esgotar você?

Não evaporar você?

Se não te inebrio nem saboreio

Se não passo por todo o processo

Por que a parte ruim tem que ser idêntica?

Beijos e abraços que me embriagaram

A ressaca de você dói n’alma, no peito

Me abala no espelho

No qual procuro a imagem que

Não é a minha,

Mas habita em mim.

Hábito


Já não durmo, talvez não vivo

Morro um quê de claridade

Infame que insiste em

Doer na bruma pavorosa

Que sufoca a tarde quente

Seca, crespa, dentro de mim

Não prospera um sentimento

Na desventura da vida-morte

Cerrado depois da queimada

Desespero no entardecer.